segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Black Dynamite



O amor do Magia Negra pela RUC arrebenta corações! Dinamite da Souljazz para preparar as comemorações de sexta-feira e o soundsystem da Souljazz Records "100% Dynamite".

Danny White - Natural Soul Brother

The Meters - Handclapping Song

Lee Dorsey - Who's Gonna Help Brother Get

Eddie Bo - Check Your Bucket

Chuck Garbo - Can I Be Your Squeeze

Aaron Neville - Hercules

Phyllis Dillon - Woman Of The Ghetto

The Upsetters - Popcorn

Jackie Mittoo - Stereo Freeze

Soul Vendors - Granny Scratch Scratch

Willie Williams - Armageddon Time

The Marvels - Rock Steady

Brentford All Stars - Greedy G

Red Fox - Dem a Murderer

Fu Schnickens - Ring The Alarm

Nikey Fungus - Zig Zag Stitch

Jamalski - Texas Rumpus

Louie Rankin - Typewriter

Super C - The Rat

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Hoje foi assim


* Marcos Valle - Previsão do Tempo
* Arthur Verocai - Pelas Sombras
* Di Melo - Pernalonga
* Amensty - Trouble Will Remain
* Lee Moses - Got That Will
* Midnight Movers - Long Train Running (Without Love)
* Billy Paul - Everyday People
* Bernard Purdie - Soul Drums
* Roy Lee Johnson & The Villagers - R
obot
* Baby Charles - Back of My Hand
* James Brown - Mashed Potato Popcorn (pt 1)
* Allen Toussaint - Sweet Touch of Love
* Aloe Blacc - You Make My Smile
* Jerry Jones - Still Water
* Tommy Stewart - Make Happy Music
* Richard Ace - Can't Get Enough

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Soul Jazz Records



Os senhores da Soul Jazz vêm até Coimbra (mais concretamente jardins da AAC) dia 4 de Março, pela meia noite, apresentar 100% Dynamite Night, a propósito do 25º aniversário da RUC.

E nesta hora andámos a viajar pelas compilações da britânica Soul Jazz, num rejúbilo musical do catano.


Della Humphrey - Don't Make The Good Girls Go Bad [Miami Sound]
Howard Lemon Singers - Let Him Come In [Soul Gospel Vol.2]
Helene Smith - You Got To Be A Man [Miami Sound]
Martha Bass - Since I've Been Born Again [Soul Gospel Vol.2]
James Brown - Down And Out In New York City [Can You Dig It?]
Booker T and MG's - Time Is Tight [Can You Dig It?]
The Explosions - Hip Drop [New Orleans Funk]
Eddie Bo - Check Your Bucket [New Orleans Funk]
Danny White - Natural Soul Brother [New Orleans Funk]
Ernie K Doe - Here Come The Girls [New Orleans Funk]
War - Me & Baby Brother [Barrio Nuevo]
Johnny Zamot - Soul Makossa [New York Latin Hustle]
Al Escobar - Tighten Up [New York Latin Hustle]
Toots & The Maytals - Funky Kingston [300% Dynamite]
Toots & The Maytals - Broadway Jungle [300% Dynamite]
Lee "Scratch" Perry - Jungle Lion [300% Dynamite]

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

It's All Over But The Shouting




Jose James - Blackmagic
Nicola Conte feat. Jose James - All Or Nothing At All
Gil Scott-Heron - On Coming from a Broken Home (Part 1)
Gil Scott-Heron - On Coming from a Broken Home (Part 2)
Gil Scott Heron & Brian Jackson- We Almost Lost Detroit
Luther Allison - Bad News Is Coming
Ann Sexton - It's All Over But The Shouting
Black Joe Lewis & The Honeybears - Master Sold My Baby
Barbara St. Clair - Teacherman
Barry Jones - Do The Funky Boogaloo
Saravah Soul - It's Doing My Head In
Banda Achilifunk & OJO - I Believe In Miracles
Nostalgia 77 Feat Alice Russell - Seven Nation Army
The Apples - Killing
The Bahama Soul Club - Afro Shigida

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Hoje no caldeirão: Arroz com feijão


Abrimos com uns pequenos "nuggets" de entrada, com Sam Dees, Sugarpie DeSanto e Etta James, e como prato principal funk/soul brasileiro.

Dixie Cups - Two Way Poc-a-way
Sam Dees - Lonely For You Baby
Sebastian - Living In Depression
The Golden Toadstools - Silly Savage
Etta James & Sugarpie DeSanto - In the Basement Pt1
Banda Black Rio - Mr. Funky Samba
Saravah Soul - Roubada
Jorge Ben - Ponta de Lança Africano
Marcos Valle - Garra
Di Melo - A Vida Em Seus Métodos Diz Calma
Doris Monteiro - Maita
Ed Motta - Dias de Paz (Remix)
Seu Jorge and Almaz - Rock With You (Michael Jackson)
Milton Nascimento & Lô Borges - Trem De Doido
Som Tres - Homenagem A Mongo
Sérgio Mendes Brasil 66 - Chove Chuva



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Black Magic Electronics

Mais um Magia Negra, desta feita deixando de parte o seu teor orgânico para ir à procura da soul na electrónica ou da electrónica na soul. Desde as novidades Ghostpoet (lançado pelo Gilles Peterson) e Adele com um remix de elite athlete (disponível aqui), a uma antevisão daquilo que vai ser o álbum de Yult (a sair dia 21 de Fevereiro), passando por parcerias deliciosas como são os casos de José James com Flying Lotus ou de Shafiq Husayn com Fatima ou ainda de Muhsinah com o austríaco Clonious. No meio, parte de um presentinho da Couch Sessions: Dream Suite. 30 minutos de brinca na areia, onde a única constante é a voz de Andreya Triana. Essa espécie de show case está disponível para download gratuito aqui.




Ghostpoet - Cash and Carry Me Home [Peanut Butter Blues And Melancholy Jam, 2011]
Adele - Rolling In The Deep (elite athlete remix) [21, 2011]
Yult feat Tanya Auclair - Inland Empire [live at Paris, 2010]
Bonobo feat Andreya Triana - Eyes Down (Floating Points mix) [Dream Suite, 2010]
José James - Vicadin (prod. by Flying Lotus)
Bilal - Levels [Airtight's Revenge, 2010]
Shafiq Husayn feat Fatima - Lil' Girl [En-A-Free-Ka, 2009]
Onra - I Wanna Go Back [Chinoiseries, 2007]
Ayatollah - Love's Ghetto [Listen, 2009]
The Clonious feat Muhsinah - One At A Time (Funked Up) [Between The Dots, 2009]
Numaads - Now (Robot Koch remix) [Now, 2010]
Belleruche - Northern Girls [Turntable Soul Music, 2007]

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Playlist e podcast de 11 de Fevereiro de 2011

Hoje abrimos as hostes com Floyd Lawson, regressado aos inéditos, 35 anos depois, através da Record Kicks. Depois continuámos a misturar o velho e o novo, o novo e o velho, e às tantas já as datas não interessam para nada. A boa música é intemporal.


* Floyd Lawson & The Heart of Stone - K-Gee
* Floyd Lawson - Roof Top Sugar
* The Baker Brothers - Patiente
* Raphael Saadiq - It's a Shame
* Bohannon - Thoughts and Wishes
* Motherlode - When I Die
* J Rocc - Play This Too
* Cut Chemist - Adidas to Addis
* The Whitefield Brothers - The Gift (OhNo Ethio Remix)
* Paul White feat. Guilty Simpson - Ancient Treasure
* Mike James Kirkland - What Have We Done
* Roy Lee Johnson & The Villagers - I Can't Stand This Loneliness
* Soul Expedition - Take it From the Top
* Keziah Jones - All Praises


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

os dez de 2010 - parte II

2. Seu Jorge & Almaz

Do Brasil, com Amor

Seu Jorge & Almaz são: Seu Jorge, Pupillo (bateria), Lúcio Maia (guitarra) e António Pinto (baixo). Para o público português, Seu Jorge dispensa apresentações; Pupillo e Lúcio Maia fazem parte dos Nação Zumbi e António Pinto foi o compositor das bandas sonoras de Estação Central e Cidade de Deus. Reuniram-se com o propósito de gravar um tema para Linha de Passe, um filme de Walter Salles, mas a química em estúdio foi tal que decidiram prolongar as sessões, nascendo assim um projecto, de forma espontânea.


"Aqui, o único líder é a música" - afirma Seu Jorge. E esse respeito faz-se notar pela liberdade das escolhas musicais, pelos sons produzidos, misturando sem pudor Samba com Rock com Funk com Soul, hits com obscuridades, português com inglês. Tudo valeu, pelo prazer da música - versões para Jorge Ben (Errare Humanum Est), Michael Jackson (Rock With You), Kraftwerk (Das Model), Roy Ayers (Everybody Loves The Sunshine), entre outras.

A capacidade de nos transportar espacialmente é uma das características transversais deste álbum. Com produção de Mario Caldato (Beastie Boys), a liberdade atingida é de difícil catalogação. Fica o mergulho no espaço, a voz nebulosa de Seu Jorge em simbiose perfeita com o som dos Almaz, a banda-sonora de um filme que podemos ver dentro das nossas cabeças.

Filipe Cravo




3. Jamie Lidell - Compass

Shaken, not stirred

É perfeitamente aceitável que a primeira vez que se tropece em “Compass” se pense em mais um álbum daqueles de blue eyed soul. A artcover indica o caminho. Os tons sépia da fotografia do autor contrastam com as labaredas rubras que lhe escapam da boca (props para o artista).

Desde “Multiply”, em 2005, que Lidell era um daqueles artistas cujo trabalho facilmente se veria a breve trecho nos profundos domínios do funk ou então se transformaria no novo Jamiroquai. Ainda bem que “Compass” é incomparavelmente mais “sujo” do que aquilo que “Multiply” ou “Jim” poderiam sugerir.

Entre as colaborações neste álbum podemos contar com Beck, Chris Taylor dos Grizzly Bear, Pat Sansone dos Wilco, Nikka Costa ou Leslie Feist. Garante da soma de electrónica, R&B, hard-rock e experimentalismo ao funk e ao soul, como se Lidell depende-se deste tipo de incentivos...

Podemos esperar sintetizadores e distorções nas vozes como prato forte do álbum. “Completely Exposed” estala com beatboxing e baixo poderoso, voz clara e límpida de Lidell. “Your Sweet Boom” mantém o nível e começa a sujar as mãos, distorções na voz e electrónica em pano de fundo.
“She Needs Me” forma parelha com “It’s A Kiss” no que a cheesy histórias de sedução diz respeito, interpretadas no característico soulfull tone da temática. Um oito de nota humorística para dois dos temas mais interessantes do disco.

“I Wanna Be Your Telephone” é Prince só que vezes 15 e “Enough’s Enough” soa a rua, duas faixas com “dedo de Beck”. Já as teclas de “The Ring” são Stevie Wonder, mas aqui o que há a reter é a distorção nas guitarras, e, uma vez mais, os baixos.

Daqui em diante a coisa complica-se. A segunda parte do álbum é ainda mais arrojada. É aqui que Lidell encrostou “Compass”, só para que ninguém desligue a aparelhagem antes de escutar a faixa que dá nome ao álbum, cheia de tons épicos, guitarras melódicas e ecos, intercalados com precursão demolidora, electrónica… e mais distorção.

“Gipsy Blood” bem que podia ter ficado esquecida numa bobine nos estúdios de gravação. “Coma Chameleon” e “Big Drift” são faixas extraordinárias, com capacidade para voltar a erguer o álbum ao nível demonstrado, e para fechar qualquer disco, “You See My Light” cumpre o requisito com distinção.

Quem diria que Lidell faria esta brilhante transição do techno underground dos Super Collider para as fantásticas colaborações com os Simian Mobile Disco?

Há quem classifique o álbum como “demasiado agitado” e “desconexo”. São duas características inerentes à personalidade do autor. E, na minha modesta opinião, alguém quer o funk não agitado?

Pedro Nunes





4. Sharon Jones & The Dap-Kings - I Learned The Hard Way

Furacão Doce

Keep Putting Soul Up é o lema da Daptone Records. É precisamente isso que conseguem fazer estes senhores de Brooklyn, elevar a alma em períodos conturbados.

"I Learned The Hard Way" é o quarto álbum deste projecto e mostra uma máquina cada vez mais bem oleada, sem espaço para o erro ou sobreprodução. Existe uma aproximação aos métodos de trabalho dos anos 60 e 70; as gravações feitas analogicamente, a utilização de instrumentos originais dessa época, a aparente simplicidade dos arranjos - resultado de um nome maior da editora, um senhor que não convive bem com a mediocridade: Bosco Mann.

A voz de Sharon Jones está como sempre, quente e potente! E a banda mantém-se com níveis de confiança altíssimos, típico de equipas que se começam a esquecer do que é perder.

De todos os seus álbuns, este será o menos áspero, ou melhor, o mais suave. Se nos outros trabalhos havia uma maior tendência para o funk puro e duro, em "I Learned The Hard Way" o caminho faz-se de forma mais pacífica, seguindo a harmoniosa receita Soul Pop da Motown+Stax. No entanto, para mostrar que a costela deep-funk ainda não se perdeu, SJ&DK finalizam o álbum com "When I Come Home", uma faixa bónus extremamente poderosa que só peca por acabar tão cedo.

P.S. : Não percam esta(es) senhora(es) ao vivo!

Filipe Cravo

os dez de 2010 - parte III

5. Kings Go Forth - The Outsiders Are Back

Show us what you got!

“The outsiders are back” é surpreendentemente o primeiro trabalho dos Kings Go Forth (KGF), os “dez de Milwaukee”, lançado em 2010 pela editora Luaka Bop.

O movimento é o mesmo que nos traz Sharon Jones, Charles Bradley, ou Charles Walker and The Dynamites, e constitui mais um argumento favorável à tese da solidez dos projectos assentes no deep soul e deep funk dos anos setenta. Podemos falar de um fenómeno revival, justificando a desatenção momentânea da indústria discográfica ao ignorar o trio acima elencado, mas os KGF complicam a equação – são a prova de que mais do que reavivar carreiras é possível construí-las com o groove dos 70’s.

Influências… a única facilmente assumida à priori é a de Mayfield, através de Black Wolf (voz: não se deixem enganar pelos dreadlocks!) que chegou a gravar nos estúdios do mito. De resto, de Chicago a Memphis, cabe muita coisa em “The outsiders are back”. Até a influência jamaicana em “1000 Songs”, e no género big band (10 elementos!), que nos relembra as primeiras bandas de R&B e Ska, com as vastas secções de metais a rasgarem por cima de uma precursão diabólica.

“One Day” e “I Don´t Love You No More” são os temas que abrem o álbum, e se ainda tivermos forças para tal, depois de um embate capaz de nos esmagar contra a poltrona, vamos erguer a níveis épicos a nossa vontade de dançar. Precursão ritmada, e vozes poderosas com coros a remeterem para o “motown sound”, entrecortadas pelos estribilhos dos metais.

“You Are The One” é mais soulfull, e não será o resto do álbum que nos vai desapontar. “Fight With Love” soa a 80’s, e a percursão e os riffs de “Dont Take My Shadow”, que não passaram incólumes pelo ouvido de Tom Moulton, têm marca de The Funk Brothers.

O importante a reter sobre os KGF é que não estamos nos 70’s, estamos em 2011.

Pedro Nunes




6. José James - Blackmagic

Código: MagiaNegra

Dois anos depois da sua estreia com "The Dreamer", a fasquia estava alta, mas este senhor nascido em Minneapolis sacudiu a pressão dos ombros e atirou-nos com Blackmagic para cima.

Com participações de Flying Lotus, Moodyman e Taylor McFerrin, este segundo álbum reflecte o amadurecimento próprio de um grande talento, baralhando ainda mais os ávidos catalogadores musicais. Em que gaveta se deve arrumar este senhor? Não me perguntem. JJ mergulha de cabeça em Jazz, Hip-Hop, Funk, Soul, R'n'B, Electronica, Dubstep, e dessa natação resulta algo fluído, sons que se fundem naturalmente com a sua voz.

Facilmente se poderiam destacar meia dúzia de temas, mas melhor será fazer a audição completa e daí tirar as devidas conclusões.

Novamente editado pela Brownsood - label do famoso radialista Gilles Peterson - Blackmagic é um álbum coerente, marcando uma posição sólida num percurso que se adivinha brilhante.


Filipe Cravo



7. Aloe Blacc - Good Things

Devolver a intervenção à Soul

Longe vão os tempos de MC num grupo de rap californiano chamado Emanon. Em 2006 lançou-se pela Stones Throw com o seu primeiro longa-duração Shine Through, onde o hip-hop, apesar de predominante já abria espaço a laivos de soul e R&B. Este ano Aloe Blacc deixou a pele de rapper para se lançar à velha soul e trazê-la à ribalta. Com “Good Things”, o artista norte-americano deixa para trás o hip hop para se abraçar definitivamente à soul, pelo menos é para isso que rezamos, que a voz encaixa mesmo bem. “I Need a Dollar” e “Politician” duas músicas que saltam à vista, mostram e lembram a quem se esqueceu, de que a soul não é só para amores. A soul interventiva de Aloe Blacc chegou na altura certa e a aceitação foi unânime. Um álbum coeso que nos deixa expectantes em relação a futuros trabalhos de Blacc. Fica a sugestão de uma futura colaboração com Lee Fields ou Madlib que andam pelas paredes da Stones Throw.


João Gaspar

Os dez de 2010 - parte IV

8. The Apples - Kings

Funky Mazel Tov

A Freestyle Records gosta de fugir da centralização anglófona. Prova disso é o lançamento do álbum Kings dos israelitas The Apples. Com Fred Wesley (ex-band leader dos JB’s de James Brown), a banda israelita lança-se numa cruzada de funk forte e duro, muito dançável e com traços contemporâneos. Contudo, apesar de se poder reconhecer um registo actual na música do “Kings”, nota-se um não-esquecimento das raízes, com as mãozinhas de Fred Wesley a ajudar na marcação de um conjunto de sopros notável e que sobressai no pano sonoro. Do álbum pode-se destacar a “Howlin’ with Fred” ou “Batash”, temas que mostram a pujança vigente no álbum deste conjunto israelita. Fica a vontade de agarrar nuns copos e parti-los num Mazel Tov com tons de funk que deambula entre o contemporâneo e tempos passados.
João Gaspar



9. Souljazz Orchestra - Rising Sun

Editado no ano que findou, Rising Sun é o resultado de uma extraordinária produção de seis músicos canadianos que por entre vibrafones, saxofones e clarinetes nos trazem uma caixa de bombons musical.
Talvez haja quem numa descrição deste disco ache por bem frisar que se trata de um álbum "instrumental", mas o que é música senão isso mesmo, "instrumental", acima de quaisquer palavras.

Muito embora não tenhamos em mãos um marco no género, temos sem dúvida uma bem lapidada pedra. Ecléctico e sólido, Rising Sun arranca com awakening, palavra certeira para um tema que facilmente se imagina numa pintura de brooklyn de Spike Lee numa manhã de verão, e caminha naturalmente por entre versões de temas de Mulatu, Fela Kuti ou Pharoah Sanders, umas mais dançáveis, outras mais espirituais, num todo formam uma peça única, completa e intemporal.

Manuel Guerra




10. Andreya Triana - Lost Where I Belong

A Voz Casamenteira

Chama-se Andreya e estreou-se pela Ninja Tunes com um "Lost Where I Belong" que em nada parece um primeiro trabalho. Britânica, com um sotaque muito dissimulado, aprendeu a cantar e a compor sozinha. A auto-aprendizagem serviu. Um timbre bem-educado e uma melodia composta por arranjos maduros.

Andreya Triana, apesar de ter uma voz e uma composição destinada à soul, a sua guitarra acústica (elemento raro na soul a que todos se acostumaram) está presente em quase todas as nove faixas do primeiro longa-duração de Andreya Triana. Outra componente que também se pode ressaltar em "Lost Where I Belong" é a direcção de Bonobo, produtor londrino ligado ao trip-hop e ao downtempo. Os tempos, os drum-sets, até a própria abordagem que é dada às músicas, leva este álbum para uma agradável indefinição. Não é soul, não é pop, não é downtempo. É um pouco de tudo. Guitarras acústicas que transferem toques muito sublimes, uma voz de trémulos roucos, uma batida em downtempo e arranjos distantes (mas não ausentes) de uma soul a cheirar a anos 70.

Todo o álbum aclama a mestria vocal de Andreya Triana, num ritmo que lhe dá espaço e que pede um casamento imediato com esta jovem inglesa. Fosse o registo civil aceitar...

João Gaspar

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

9 de Fevereiro, 2011


pharcyde - she said
j dilla - mash
de la soul - stakes high
j dilla - one
a tribe called quest - 1nce again
a tribe called quest - pad & pen
pharcyde - runnin
freddie hubbard - little sunflower
a tribe called quest - the love
j dilla - think twice
erykah badu - didn't cha know
j dilla - don't cry
slum village - fall in love
j dilla - trashy

Manuel Guerra

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Kidzzzz


A habitual presença de Pedro Nunes na Segunda-Feira foi interrompida por um achega do camarada João Gaspar.

A hora começou com produções infantis. Primeiro os 3 Titans, projecto lançado o ano passado pela Daptone, aqui acompanhados pela banda sediada na editora,a Menahan Street Band. Logo a seguir, um projecto de 1971, também só com gente de palmo e meio, os Jr. and His Soulettes. Depois uma passagem pela Why Can't There Be Love da Dee Edwards que foi tão rodada num anúncio da Adidas em 2010. Depois de coisas recentes como Eli Paper Boy Reed ou Frootful, houve tempo para acenar a uma sugestão de um ouvinte - o senhor J.C. Davis e a bela A New Day. Entre recordações e contemporaneidades, houve tempo para o ecletismo de Orgone, a mestria de Maceo Parker e a pujança de Bobby Boyd Congress. Para terminar o Eugene McDaniels disse que o Lord voltou. Acreditamos.

3 Titans & Menahan Street Band - College (Single Version)
3 Titans & Menahan Street Band - Life of a Scholar (Alternate Mix)
Jr. and His Soulettes - Love From Above
Dee Edwards - Why Can't There Be Love
Eli Paper Boy Reed - Just Like Me
Frootful - Fish In The Sea
J.C. Davis - A New Day
Orgone - The Last Fool
Natural Yogurt Band - Tweed Suit
Maceo & All The King's Men - Shake It Baby
The Isley Brothers - I Know You Been Stocking It
Osaka Monaurail - Quick Sand
Bobby Boyd Congress - Straight Ahead
Bobby Boyd Congress - Are You Gonna Stay A While
The Temptations - Cloud Nine
Herb Ward - Honest To Godness
Eugene McDaniels - The Lord Is Back



sábado, 5 de fevereiro de 2011

Rádio Bambaataa com Magia Negra

É isso mesmo: Rádio Bambaataa convida Magia Negra para uma noite de mergulho na escuridão! Groove denso e pesado para espantar as tristezas do corpo!


mais informações aqui

Muito obrigado, srs Bambaataas!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Goodbye Gladys Horton


Gladys Horton, líder do grupo The Marvelettes, morreu na quarta-feira passada. No Magia Negra a cantora foi alvo de homenagem: começámos e acabámos com o grupo feminino da Motown. Pelo meio, muita música recente. Desde trabalhos de 2011 como Charles Bradley ou The Shaolin Afronauts, a artistas que fizeram de 2010 um ano de colheita fantástico (Scott-Heron e Aloe), passando, em dose dupla, pela pujante música de Black Joe Lewis que vai lançar este ano um novo álbum. Tempo ainda para uma vertente mais electrónica com as contribuições de Asplund, Belleruche e Radio Citizen. No final, fica o adeus a Gladys. Goodbye

The Marvelettes - Mr. Postman

Naomi Shelton & The Gospel Queens - What Is This
Charles Bradley - Golden Rule
Gil Scott-Heron - New York Is Killing Me
Anthony Joseph & The Spasm Band - Budha
Shafiq Husayn feat Jimetta Rose and Bilal - Lost and Found
Kissey Asplund - Syntax Error
Radio Citizen - The Hop
Belleruche - Minor Swing
Black Joe Lewis - Sugarfoot
Black Joe Lewis - Boogie
Breakestra - Got To Let Me Know
The Shaolin Afronauts - Journey Through Time
Aloe Blacc - Hey Brother
The Marvelettes - Playboy

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dead man walking!


Bobby Byrd - Back From the Dead
Syl Johnson - Get Ready
Charles Bradley - The Telephone Song
Kings Go Forth - Don't Take My Shadow
Sharon Jones and The Dap Kings - I Learned the Hard Way
Betty Davis - Don't Call Her No Tramp
Mavis Staples - You Are Not Alone
Cass McCombs - County Line
The Phenomenal Handclap Band - Baby
Jaylib - Louder
Gil Scott-Heron - NY Is Killing Me (Jamie XX Remix)
Andreya Triana - Far Closer (Tokimonsta Remix)
D'Angelo - Left & Right (Freddie Joachim Remix)